A janela da cozinha
Da janela da minha cozinha não se vê o rio, não se vê nenhum monumento, não se vê o mar.
Da janela da minha cozinha vê-se o céu, vê-se se está muito transito de manhã, espreita-se a ver se em Lisboa já chove.
Quando vim morar para cá, há 15 anos, sentava-me na janela da cozinha a fumar, este era o meu canto preferido da casa. Há quem guarde de mim a imagem da miúda de pijama vermelho (o famoso), sentada à janela da cozinha a fumar...
Aqui, nesta cadeira, não só fumei, mas chorei, acabei relacionamentos, ouvi os desabafos dos amigos, bebi copos, contei piadas, ouvi música, tirei fotos, telefonei ao meu melhor amigo para lhe contar que estava grávida...
Este era o meu canto, a minha cadeira.
Quando deixei de fumar, deixei de me sentar aqui, e nos últimos 5 anos evitei este recanto. Fiz obras na cozinha e pensei em mudar a cadeira de sítio. Mas não o fiz.
Nestas ultimas semanas tenho me sentado de novo aqui para o pequeno almoço, por vezes até para o jantar ou à tarde com um chá e um livro.
Neste caminho que percorro para fazer as pazes comigo mesma visito hábitos antigos e visto-lhes algo mais moderno, mais de acordo com a pessoa que hoje quero ser.
Da janela da minha cozinha vê-se o céu, vê-se se está muito transito de manhã, espreita-se a ver se em Lisboa já chove.
Quando vim morar para cá, há 15 anos, sentava-me na janela da cozinha a fumar, este era o meu canto preferido da casa. Há quem guarde de mim a imagem da miúda de pijama vermelho (o famoso), sentada à janela da cozinha a fumar...
Aqui, nesta cadeira, não só fumei, mas chorei, acabei relacionamentos, ouvi os desabafos dos amigos, bebi copos, contei piadas, ouvi música, tirei fotos, telefonei ao meu melhor amigo para lhe contar que estava grávida...
Este era o meu canto, a minha cadeira.
Quando deixei de fumar, deixei de me sentar aqui, e nos últimos 5 anos evitei este recanto. Fiz obras na cozinha e pensei em mudar a cadeira de sítio. Mas não o fiz.
Nestas ultimas semanas tenho me sentado de novo aqui para o pequeno almoço, por vezes até para o jantar ou à tarde com um chá e um livro.
Neste caminho que percorro para fazer as pazes comigo mesma visito hábitos antigos e visto-lhes algo mais moderno, mais de acordo com a pessoa que hoje quero ser.
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